#RESENHA: Vale Tudo

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Hello, Lady and Gentleman.

Prazer estar aqui, nós três. Eu, você e eu.

Então é o fim. Ultima resenha da sequencia #TrêsBiografias

Vamos fechar com chave de outro. Vale Tudo. Tim Maia.

Mas, se você ainda não viu, confere aqui a biografia do Sidney Poitier e da Maysa 

Sobe o som e vamos nessa.

Vale Tudo

O Som e a Fúria de Tim Maia
Subtítulo mais apropriado não há.
Me encontro na mesma situação da resenha anterior – Maysa -. Sou fã desse cara. Gosto da música, da loucura, swingue e personalidade. Então acabo sendo suspeita para tecer qualquer comentário imparcial sobre o Rei da Cornitude.
Com um agravante: sou muito apaixonada pelo biógrafo Nelson Motta. Então se não quiser ler um grande “rasgar de sedas”, pare por aqui.
Dito isso, vamos embarcar na balada black desse som que se confunde com fúria.
Tim Maia - Vale Tudo
Vale Tudo- Som e Fúria de Tim Maia – Nelson Motta
Biografia não se resenha. Biografia se sente. Levando em consideração que o homenageado da vez é um poço profundo de sensações, estamos em casa.
Sebastião Rodrigues Maia. Tião Maia. Mas isso não é nome de artista. Que seja Tim.
Seguindo a regra que os caçulinhas são sempre os piores, as vezes melhores – tal e qual a criatura que vos fala – deu o ar da graça dia 28 de setembro de 1942. E desde então fez do mundo um lugarzinho muito mais animado.
Sempre polêmico, grosseirão, doido de pedra. O Síndico – eleito pelo Jorge Ben e aceito por todos – é um exemplo básico – posso chamar essa força da natureza de básico?- de extremo.
Ele era muito. Ele era tudo. Sempre quis ser muito. Sempre foi tudo. E nada.
O gordinho mais simpático da Tijuca nasceu com estrela. Fato: demorou pra “acontecer”. Porém quando teve seu lugar ao sol, viveu intensamente.
“Em seu primeiro show em teatro, afirmava ter 28 anos, com fôlego de 20 e experiência de 40”
Jornal do Brasil – 22 de novembro de 1971.
Se autodefinia “preto, gordo e cafajeste, formado em cornologia, sofrências e deficiências capilares”. Tinha estilo conquistado pelas vivências. Não tinha 17 anos quando partiu – sem dinheiro, sem lugar certo para morar, sem garantias e muita falta de bom senso – de peito aberto para o sonho americano.
Conheceu a black music. Os sons que lhe batiam na alma. O preconceito. O horror. A prisão. As drogas.
Fora do país se encontrou no mais estilo brasileiro. E ao voltar para solo tupiniquim, veio com tudo.
Seus amigos da época – Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Jorge Ben e outros – no gosto do povo. Contudo, juntando essa rapaziada toda, não dava meio Tim. Na voz, na personalidade… No peso.
Porém quem disse que o Pai do Soul se deu por vencido? Abriu caminho à unha, à musicalidade.
E detonou.
Paro!
Vale Tudo - Som e Fúria de Tim Maia
Vale Tudo – Nelson Motta
Caio de novo no medo do spoiler. Então vamos apenas parafrasear?
Como exímio compositor, tudo era inspiração: para pôster de mulher nua; para bunda de uma empregada em quem ele tinha “olho comprido”. Até pra novela! Produzir era com ele.
Até palavras. Tinha como costume, inventar palavras, dar novos significados. Muitos ficaram imortalizados.
Garrastazu“: lugar para “torrar unzinho” sem ser incomodado pela vigilância militar.
Sinônimo: mocó, esconderijo.
Baurete“: cigarro de maconha. Em um festival em Bauru- SP, na companhia da ilustre Rita Lee, pediu “unzinho” para a plateia. Brincou com o nome do famoso sanduíche “Bauru”. Bauruzinho… Baurete…
Sinônimo: baseado, cannabis.
4-4-6“: aquele que não chega nem a 5. Sujeito meio bobo, cheio de problemas.
Sinônimo: chato, coxinha.
Não posso deixar de citar dois de seus medos curiosos e que me deixaram com riso frouxo.
Pânico de garçom calvo/careca. Oi?
E um medo absurdo de avião.
“Concordo com Tom Jobim: não se pode confiar em algo inventado por um brasileiro, mais pesado que o ar e com motor à explosão”.
Quem sou eu para discordar?
Dono de um humor irreverente, era useiro e vezeiro em fazer chifres na frente das câmeras. Contar piadas de mau tom. Beirando à grosseria. Dava declarações curiosas sem o menor pudor.
“- Pretendo – Comprar uma bunda nova, porquê a atual está rachada”
Questionado sobre projetos novos. 1988
E o gordinho gostava de comer. Lutou contra a balança desde sempre. Para quem pesava mais de 60 kg, aos 12 anos. Chegar aos três dígitos não foi um grande desafio.
Era um efeito sanfona sem fim.
Fica magro – fica gordo. Fica magro – fica gordo.
Sobre um regime muito louco, disse a máxima:
“Fiz uma dieta rigorosa, cortei álcool, gordura e açúcar. Em duas semanas perdi 14 dias.”
Eu ri. Comi um pedaço de chocolate e avancei na leitura.
Todavia, o negócio do dono da Seroma – sua editora musical particular – era cantar.
“É o meu negócio, é onde eu transcendo e vou para outro mundo, é meu trabalho e eu levo a sério.”
Sobre a música.
Junto com a inesquecível Vitória Régia, Sebastião engrandeceu a música nacional com sucessos sequenciais e imortais. Viu Cristina, caiu aos pés do Padre Cícero, curtiu a Festa do Santo Reis, desenvolveu a Terapêutica do Grito e fez quem não segurava crianças, dançar.
Vale Tudo - Tim Maia
Vale Tudo – Som e Fúria de Tim Maia.
Não posso deixar de elogiar o meu querido-inspiração Nelson Motta – já declarei meu amor, e declaro de novo – e confesso que li o livro fantasiando a voz peculiar e carismática desse jornalista metido a compositor. Ou ao contrário?
Em geral, sua obra me bateu fundo. Detalhista. Porém sem aquele “mais mais mais”, não deixou de fora nenhuma idiossincrasia de Tim. Apresentou esse maluquete de forma visceral e deixou, como diz Caetano Veloso, tudo sair ao som de Tim Maia.
Sem mais nada a acrescentar, cito:
“Tim Maia é um dos maiores artistas brasileiros, é uma figura engraçadíssima e é um autêntico Punk.
Ele é o Punk do Funk”
Cazuza.
Mais grave! Mais agudo! Mais eco! Mais retorno! Mais tudo.
E mais bauretes!
Porque com esse som furioso, Vale Tudo.
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#RESENHA: Maysa – Só Numa Multidão de Amores

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Hello, Lady and Gentleman.

Prazer estar aqui, nós três. Eu, você e eu.

Continuando a sequência das Resenhas Biográficas, citadas no Post Anterior – Clique e Confira

“De repente tudo se ilumina. Como uma curva na estrada sob os faróis de um carro, a sala se acende. Tudo se ilumina com a presença magnética de uma mulher que se aproxima de mim pedindo desculpas pelo atraso. Sua maneira de me apertar a mão me liberta instantaneamente da inquietação. Só sei que não vai ser fácil escrever sobre ela. Vejo apenas dois olhos diante de mim.”
Fernando Sabino – Jornal do Brasil
Como escrever uma resenha de uma biografia, sendo ?
Recebi “Maysa – Só numa multidão de amores” do meu querido e estimado Adriel pelo correio. Estava finalizando “Uma vida muito além das expectativas” e essa luz em forma de livro adentrou pelas mãos do carteiro.
Um presente de aniversário adiantado.
Na hora fiquei mortificada, aos prantos.
Nascia ali, antes mesmo de sair da caixinha de papelão, apenas no vislumbre da lombada, o pequeno projeto das três biografias em sequência – ainda falta a do inesquecível Tim Maia, como foi citado no post anterior -.
Porém, minha pretensão não me permitiu um olhar coerente sobre isso.
Repito: como resenhar sendo fã?
Sem resposta, me valho das citações, amores profundos e uma boa dose de “tietismo“.
E que comecem os trabalhos:
Maysa Só Numa Multidão de Amores
Maysa – Só Numa Multidão de Amores e Maysa – Quando Fala o Coração.
Maysa- só numa multidão de amores inspirou a série belíssima, exibida pela Rede Globo em 2009Maysa – Quando Fala o Coração -. O programa de televisão não arranhou – sem fugir à regra dos livros serem melhores que as adaptações para TV – um décimo da compilação de Lira Neto.
Abusando sem medo dos fatos obscuros, o autor fez jus à cantora que se baseava em excessos para tentar – sem êxito, ou quase nenhum – se completar.
06 de julho de 1936, em Botafogo/RJ, vem ao mundo Maysa. E, apenas a título de curiosidade, seu peculiar nome vem da junção de Maria Luysa, amiga de infância de Inah, sua mãe.
Peculiaridade será recorrente nessa mulher incrível e de absurdo talento.
Transgressora e sem papas na língua, galgou sucesso na cara, na coragem, voz e olhos. Verdes. Intensos. Indescritíveis.
Casou, foi mãe, separou-se, viveu, desapareceu, ressurgiu. Tudo de forma inacreditável.

“Maysa, você não existe.”

Afirmou Ricardo Galeno. Primeira crítica de Maysa. Assim. A seco. Ela derreteu.

Maysa Monjardim
Maysa – Só Numa Multidão de Amores 
E ela foi julgada, viu? Nossa!
Fato: ela não era nenhuma florzinha. Xingava, reclamava. Tinha a postura sempre muito rígida. Era tachada de arrogante, por seu permanente olhar penetrante, queixo erguido, ficando o olhar na lente. Entretanto, tudo se dava para enfrentar o nervosismo. Além das duas doses de uísque. Sim ela bebia. Muito. Contudo, não inicialmente.

Sucesso, dinheiro, pobreza, ostracismo. Povoada de “se meu mundo caiu, eu que aprenda a levantar“, a rainha da fossa brincava de extremos. Gorda demais. Magra demais. Abstêmica. E fatidicamente embriagada.
Certa vez, perguntaram-lhe sobre a bebida. No alto de sua irreverência sarcástica, disparou:

“- bebo – primeiro porque quero. Depois porque trabalho para pagar o que bebo. Finalmente, porque tenho senso de autocrítica. Muitas vezes reconheço-me insuportável e eu só suporto os insuportáveis bebendo.”

Controle? Nem na TV. Em preto e branco. Mas que traçava o colorido dos ouvidos apaixonados e angustiados.

“Ouvi e vi Maysa cantando na TV. Seu talento e sua voz são coisas que já nem se discutem. Mas seus olhos são qualquer coisa de maravilhoso, refletem toda a beleza e grandiosidade interior que há em Maysa”

Odete Lara – atriz – jornal Última Flora.
E eu concordo com ela.
Vendo seus vídeos, enxergando a melodia que emanava dela, posso afirmar sem susto: eu conheço a dor.
Um fato que me chamou a atenção: certa vez, em meio a tristezas, numa das muitas tentativas de suicídio, foi prestigiar a amiga – e cantora quem era fã declarada – Elizeth Cardoso e afirmou uma de suas frases mais célebres e autodescritivas:

“Meu maior desejo era ser homem, preto, pianista e bêbado. Como vocês sabem, não consegui ser homem, negro nem pianista. Porém ainda tenho um sonho: ser Elizeth Cardoso.”

Quem conseguiria se descrever de forma tão magnifica, precisa e divertida?
Apenas ela. Maysa.

Falar de suas cicatrizes – externas e internas -, de seus incontáveis amores frustrados, erros, projetos falidos, suas falsas promessas de fim de carreira é apenas chover no molhado, uma vez que resenho sobre uma biografia. Essas coisas todas estão implícitas e muito bem estruturadas na obra de Lira Neto. E, para agradecer essa eloquente viagem, cito, solta, uma frase fabulosa do autor, que mesmo fora de contexto, cai como uma luva à cantora de amores frustrados:

“…Contudo, descansar não era um verbo que combinasse com um terremoto em forma de mulher chamado Maysa…”

Porém ela descansou. Um fim de sábado, datando 22 de janeiro de 1977, ironicamente sóbria  – quantas vezes dirigiu bêbada? – Maysa partiu. Deixou apenas sua obra: muito trabalho, porém pouco, para quem realmente sabe ouvir e compreender o insano, o perverso e sobretudo o incompreensível.

Se eu recomendo? Sim ou claro? Decida você.

“Maysa é um símbolo de ressurreição. Fortemente deprimida quando deixou de cantar, não esperava que tivesse força suficiente para refazer sua vida. E eis que surge uma mulher mais do que bonita, e mais forte do que antes. Reconstruiu-se tornando-se a mais palavra em todas. Quem já se ergueu várias vezes das cinzas sabe como é ao mesmo tempo, difícil e impossível, a própria reconstrução”
Clarice Lispector – 1969.

#RESENHA: Uma Vida Muito Além das Expectativas.

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Então. Como já bem sabem, sou a Três é Demais. Fazendo jus ao meu número, dentro do #SeteMentesQueBrotam farei três resenhas sobre biografias. Postadas nas próximas terças-feiras (Hoje e mais duas). Sendo elas: “Uma Vida Muito Além das Expectativas”, “Maysa – Só Numa Multidão de Amores” e “Tim Maia – Vale Tudo.”
Serão comentários e sensações única e exclusivamente minhas. Sujeitas a críticas, comentários e discordâncias.

Tendo fim a lenga lenga.

Primeira Resenha Biográfica.

Por Evelyn Trovão.

Uma vida muito além das expectativas

Sidney Poitier
Se eu precisasse resumir, eu diria que é uma história de altos e baixos.
Fugindo do formato habitual das obras auto biográficas, Poitier escreve cartas para Ayele, sua primeira bisneta.
Doçuras  infinitas que descrevo com auxílio da sinopse.
Uma Vida Muito Além das Expectativas Sidney Poitier
Uma Vida Muito Além das Expectativas – Sidney Poitier
Neste livro, Poitier reflete sobre as questões mais profundas e as passagens mais significativas de sua vida, as virtudes que o ajudaram a superar os momentos mais difíceis e o senso de propósito da história que o fortaleceu. Ele enfatiza a importância do papel da fé em uma era globalizada, assim como a nossa responsabilidade em relação à Terra e às gerações futuras. Em Uma Vida Muito Além das Expectativas, Poitier oferece conselhos inspiradores e histórias pessoais registrados em cartas para sua bisneta. Uma narrativa para todos aqueles que admiram seu exemplo e buscam a sabedoria que somente um homem de vasta experiência pode oferecer.
Levando em conta que o livro passeia solto entre a biografia e um livro de memórias, ele saiu do lugar comum. Uma narração muito próximas, sem muitas frescuras para dizer que não sabe como exatamente aconteceu – bem ao estilo de memória.- Abusando de contextos históricos – bem ao estilo de biografia. – O ator consagrado conseguiu desenhar com lápis de cera grosso os contornos de sua vida. Passagens realmente emocionantes do convívio familiar foram os pontos altos da obra.
Contudo não posso deixar de comentar as partes não tão legais. Os questionamentos profundos – sem dúvidas, relevantes – tomaram proporções exageradas, na minha humilde opinião. Beirando ao chato em algumas cartas.
Cartas. Confesso meu irrevogável e irrefutável amor por elas. Talvez esse formato diferente tenha me feito superestimar o exemplar. Todavia afirmo: 87% do livro é fabuloso. É para quem não é “cri-cri” como eu, chega a unanimidade positiva facilmente.
Os 13% negativos atribuí à repetição de palavras/expressões e as questões filosóficas já citadas.
Entretanto tudo passa em branco, comparado ao colorido amor do Sidney pela Ayele. Quanta fofura, meu Deus. O jeitinho que o genial ator preparou tudo para esperar as experiências da pequena chegarem foi o ponto culminante para minhas lágrimas rolarem.
Tudo muito bem encaixado, carinhoso e feito para alguém que é foco de muito amor. E é assim que deve ser. Pois nós, leitores, pegamos esse rescaldo de sentimento e transformamos em combustível para ler, trazer para vida e passar a diante.
Lutas, superações, uma dose de humor, sublime genialidade. Encontramos nessa obra fantástica e que me fez ver que toda vida é muito além das expectativa. Se a gente quiser.
Uma Vida Muito Além das Expectativas

Dia do Bibliotecário

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Hello, Lady and Gentleman.

Prazer estar aqui, nós três. Eu, você e eu.

Enquanto isso, na minha mente saudosista: Nesse dia 12 de março – dia do bibliotecário – voltei aos meus 13 anos. Lembrei de coisas que há muito não pensava. Vamos mexer na minha caixinha de Pandora e reviver?

Conversando com meu amigo Adilson, lembrei da minha querida e inesquecível professora Ivone.
Formada em história e lecionando há anos no tradicional colégio EEB Getúlio Vargas, a Dona Ivone – como todo mundo chamava – resolveu “tapar um buraco” na grade escolar. De professora, começou a atacar como bibliotecária.
Eu estava no alto dos meus doze anos, quase fazendo treze. O bichinho da leitura já havia me mordiscado as orelhas. Porém, a escola não incentivava muito tal hábito. Tantos deveres de casa, provas, testes, notas, metas a bater. Quem tinha tempo para ler um bom romance? Eu não!
A notícia de que a D. Ivone não ia mais dar aulas veio como um caos. Eu que acompanhava – mesmo quando não estava na classe dela – seus eventos em forma de lição, fiquei desacorçoada. Mas a doce velhinha me chamou no segundo dia de aula na sala dos professores e disse:

“Vou esperar tua visita, Evelyn. Eu sei que você tem notas e cargas horárias de estudos exaustivas para cumprir. Mas um bom papo você não pode me negar.”

De fato, conversávamos muito. Apesar de estar bem próxima dos 70, dona Ivone não pensava em aposentar-se. Não só da escola, mas também da juventude. Era daquele tipo de velhinha engraçada, que a gente se apega, conta tudo, chora no ombro e depois ri de ter chorado, para na sequência chorar tudo de novo. Uma vovó “sacudida”, antenada e dotada de um humor fabuloso.
Depois de uma semana do convite, fui vê-la.

Dia do Bibliotecário

Sempre gostei de biblioteca. Estar entre os livros me encanta desde sempre. Porém a casa dos livros no GV era um lugar pouco iluminado, com uma fina camada de poeira perene sobre os exemplares, um certo ar soturno, que dava na gente uma leve vontade de sair correndo.
Todavia, naquele dia, ao chegar na biblioteca tomei um susto! As janelas, que eu jurava não ser possível abrir, estavam escancaradas. O sol tomava todo o lugar. Uma bagunça incrível nas prateleiras. Livros espalhados, em pilhas mal equilibradas, mas com alguma coerência que eu desconhecia. A bibliotecária, pasmem, no chão! Óculos na ponta do nariz, examinando os títulos, capas, lombadas, etc…
Sem pensar duas vezes, sentei-me ao seu lado, indagando o que era aquela revolução literária. Ela apenas riu, os olhos brilhavam de cumplicidade e disse

“Ainda bem que você chegou!”.

As pilhas estavam sendo separadas não por autores, como antes. Separava por gênero, afirmou. Sua explicação, jamais irei esquecer.

“Ninguém procura, assim, de primeira, um autor por prazer. Deixa-me explicar. Quando você pega um Machado de Assis, você não lê por que é um Machado de Assis. Você lê porque é sobre um gênero que te interessa. Um romance, uma história antiga, curiosidade pelos costumes da época… O autor fica em segundo plano, num segundo livro. Aqui, no primeiro livro, a gente capta o leitor, faz ele se apaixonar. Aí sim, depois disso tudo – alisou o livro ao lado -, a gente brinca de ler a vida do escritor. Vamos deixar as pessoas se apaixonaram pela história primeiro.”

E assim fizemos: Minha amiga e eu arrumamos os exemplares por gênero. Nunca vi Drummond de Andrade tão perto de Gregório de Matos. Pedro Bandeira bem próximo do Stephen King. Todos em plena harmonia. E os resultados vieram. Primeiras paixões surgiram, muitas viraram amor, algumas, um beijo de verão. Mas tudo graças a uma ideia simples de uma professora de história.
Apaixonar-se à primeira vista.
Minha amiga e eu aprontamos muito. Quebramos algumas regras – por exemplo: a escola tinha como norma pegar um livro por semana. Não mais do que isso. Tudo muito bem declarado na caderneta da biblioteca. Porém eu lia 2, 3 livros por semana. Quantas vezes burlamos essa regra? Incontáveis vezes.
E pular a frente dos outros a fila de espera dos livros? Harry Potter, então… Muitas!
Lembro com sorriso dos nossos pequenos delitos. Contudo, lembro com lágrimas nos olhos daquela mulher miúda, com as faces enrugadas, voz tranquila, que me ensinou com doçura uma grande lição:

Os livros são incríveis, mas a casa deles é um pedaço do paraíso.

Feliz dia do bibliotecário.

Imagem-Fonte: Google.

Viva às mulheres de mentira 

blog
Okay. Confesso. Sou chata.
Devo ser umas das poucas mulheres no mundo que não curte o tal “Dia Internacional das Mulheres”.
Acho desnecessária a data, uma vez que, como diz a máxima, “dia das mulheres é todo dia”.
Se bem que o povo diz isso para o dia das mães, dos pais, das crianças. Em breve, irão associar essa massagem ao ego dos desavisados até no dia dos cães. Então não vale muita coisa, não é?!
Porém se é para comemorar, façamos isso com verdade e despidas de qualquer inverdade, combinado?
Parabéns para as mães que são enfermeiras. Para as enfermeiras que são esposas. Para as esposas que são amigas. Amigas que são vadias. Vadias que são carinhosas. Carinhosas que são cozinheiras. Cozinheiras que são mães. Felicito as guerreiras multifacetadas que falam ao telefone, batendo um bolo, espiando o que o “Juninho” está fazendo na sala. Com cabelo feito, unhas vermelhas. Bem sucedidas, com a leitura em dia e um furacão de energia quando o assunto é amar.
O dia internacional das mulheres é para vocês, heroínas da vida real.
Mas, e o resto de nós? Mulheres comuns, ocupantes do status de “mulheres de mentira”. Não merecemos um dia especial?

foto Não me incluo nesse padrão de mulher-sexo-forte-bicha-guerreira-que-todo-mundo-sonha-em-ser.
Sou apenas mulher.
Então vou zoar. Furtar, pelo menos nesse ano, as congratulações das mulheres de verdade.
Às choronas que são medrosas. Medrosas que são encanadas. Encanadas que são inseguras. Inseguras que são ciumentas. Ciumentas que são venenosas. Venenosas que são sonolentas. Sonolentas que são contraditórias. Contraditórias que somos todas, mas que fazemos de conta que não somos.
Para as gordinhas, magrinhas, baixinhas e altinhas. Para aquelas que vieram com algum dano emocional, um peito maior que o outro, ou o cabelo simplesmente não obedece. Viva você, mulher que morre de vergonha das celulites, estrias e imperfeições. Viva à gente, às guerreiras covardes que se escondem atrás de uma trama selvagem da sociedade.
Mulheres reais: chega de vanglórias àquelas mulheres fantásticas que jamais seremos. Nós, mulheres de mentira, merecemos as flores, dessa vez.
Ano que vem está aí. E tudo voltará ao normal. Todavia, não este ano.
08 de março de 2015.
Parabéns, mulheres de mentira.

Projeto Leitura Intensa

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Livro do mês: Toda Sua, Sylvia Day

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Fevereiro voou e Março, simplesmente, está com tudo.

Como havíamos combinado, chegou o momento de mostrar os resultados da primeira parte do nosso projeto de leitura intensa, com as resenhas do livro Toda Sua, da Sylvia Day.

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Sinopse: Eva Tramell tem 24 anos e acaba de conseguir um emprego em uma das maiores agências de publicidade dos Estados Unidos. Tudo parece correr de acordo com o plano, até que ela conhece o jovem bilionário Gideon Cross, o homem mais sexy que ela – e provavelmente qualquer outra pessoa – já viu. Gideon imediatamente se interessa por Eva, que faz tudo o que pode para resistir à tentação. Mas ele é lindo, forte, rico, bem-sucedido, poderoso e sempre consegue o que quer – Eva acaba se entregando. Uma relação intensa começa. O sexo é considerado por eles como incrível. Capaz de levar os dois a extremos a que jamais tinham chegado. E, então, eles se apaixonam – o que pode ser tanto a chave para um futuro feliz quanto a faísca que trará de volta os traumas do passado.

Se você gosta de literatura erótica, vá em frente: esse livro é para você!!

Quente é uma descrição insuficiente para a forma como a Sylvia descreve as cenas de sexo. E elas são muuuitas. Os personagens são super sensuais e sexuais, transbordam erotismo.

A sexy e glamourosa Eva Tramell e o milionário estonteante Gideon Cross formam um casal incrivelmente afinado no quesito cama, inegável.

“Era como se eu estivesse sendo atraída para ele, como se houvesse uma corda em torno da minha cintura me arrastando de forma lenta mas inexorável em sua direção.”

Mas o livro não pode se resumir apenas a isso, embora seja esse o seu foco. Eles desenvolvem um relacionamento conturbado pela possessividade, carência, insegurança e, principalmente, seus próprios traumas. E, embora tudo isso tenha potencial para uma trama complexa, o que acontece é que as idas e vindas da Eva se tornam um pouco cansativas, e as soluções encontradas para esses pequenos dramas é sempre a mesma: sexo.

Apesar dessa pequena observação, devo dizer que gostei muito dos personagens. Eles são profundos e bem construídos, cheios de falhas humanas e qualidades que dão um recheio à estória.

Cary Taylor é o mais cativante dos coadjuvantes. O modelo bissexual com tendências autodestrutivas é o melhor amigo da Eva, e age como se fosse seu irmão mais velho. Fiquei encantada por ele, gente!! Se a Sylvia fosse dessas que escreve uma trilogia para cada personagem, eu leria a do Cary, sem dúvidas!

“Quero finais felizes pra todo mundo que já sofreu o diabo na vida. Mostre que é possível, Eva, querida. Me faça acreditar.”

Mas, voltemos à alma escura do Sr. Cross, oh, dear God! O homem é lindo de morrer, deve ter escrito o Kama Sutra e deixado uns segredos de fora, e ainda sabe ser romântico – mas só com a mulher amada, a sortuda da Srta. Tramell. Além disso, é misterioso: guarda com ele um obscuro segredo que o fez se afastar da família e preenche suas noites com pesadelos estranhos.

“- Tem certeza de que é uma boa sairmos juntos?

– Quero mostrar pra todo mundo que você é minha namorada.”

Enquanto isso, a Eva tem que lidar com o padrasto ricaço e a mãe superprotetora. Acontece que ela também tem um passado que a assombra, e luta para seguir em frente. Mas, ao se relacionar com o Sr. Cross, percebe que deixar tudo para trás pode ser mais difícil do que imaginou.

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Minha avaliação: três estrelas e meia (de cinco).

Minha dica: leia para se distrair e apimentar a relação (ou a falta dela), vai funcionar demais!!

Minha recomendação: confira as resenhas desse livro nos blogs La Oliphant, Falando Sobre Livros e Starbooks, que também estão participando desse projeto.

Já vou começar a ler o segundo livro do projeto: Peça-me o que Quiser, da Megan Maxwell!! Em Abril te conto como foi.

Você já leu Toda Sua? Conte o que achou, deixe seu comentário!

E, que tal embarcar na estória do Eric e da Judith (Peça-me o que quiser) com a gente?

Beijos, e até mais!

#POETIZE-SE: Saudade

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Por Evelyn Trovão

Corações 07

Tantas musicas já falaram de saudade.

Letras poéticas. Poesias musicadas por gênios de ouvidos absolutos.
Sentimento pré-disposto  à dor. Que todo mundo conhece em conceito.
Condecorado como melhor amigo do amor. Irmão mais velho da dor.
Saudade.
Soa bonito com os lábios próximos.
Entre sorrisos encantados.
Suspiros intermináveis e principalmente quando a reciprocidade impera.
Distância é música.
Lenta, dolorosa…
Então me recomponha.
Saudade palavra triste, quando nos falta o grande amor.
Mas não me importa, querido coração.
Viverei pela luz dos olhos teus, pois eu acho o que se pode achar. Que a luz dos meus olhos esmorecem na tua ausência.
E só assim, quando sentir o amor perto de mim… Outra vez…
Pararei de parafrasear sambas de uma nota só.
E a tristeza terá fim e eu cantarei feliz, chega de saudades.

Inspire-se: Maysa – Hino ao Amor (L’hymne à L’amour)

#LivroDoMês: Dançando Sobre Cacos de Vidro.

blog Olá, Leitores! Mês de Fevereiro já partiu para nunca mais voltar. Deixou saudades, carnaval, suor e muito drama. Para combinar com esse momento fatalista de lágrimas e sangue, o blog #SeteMentesQueBrotam escolheu uma obra tocante, cheia de reviravoltas e – como sempre – muitas opiniões divergentes no grupo. Enfim, vamos ao que interessa? É com muito prazer – e dor – que apresento-lhes o Livro Dançando Sobre Cacos de Vidro. SAMSUNG CAMERA PICTURES

Dançando Sobre Cacos de Vidro Ka Hancock

Lucy Houston e Mickey Chandler não deveriam se apaixonar. Os dois sofrem de doenças genéticas: Lucy tem um histórico familiar de câncer de mama muito agressivo e Mickey, um grave transtorno bipolar. No entanto, quando seus caminhos se cruzam, é impossível negar a atração entre eles. Contrariando toda a lógica que indicava que sua história não teria futuro, eles se casam e firmam – por escrito – um compromisso para fazer o relacionamento dar certo. Mickey promete tomar os remédios. Lucy promete não culpá-lo pelas coisas que ele não pode controlar. Mickey será sempre honesto. Lucy será paciente. Como em qualquer relação, eles têm dias bons e dias ruins – alguns terríveis. Depois que Lucy quase perde uma batalha contra o câncer, eles criam mais uma regra: nunca terão filhos, para não passar adiante sua herança genética. Porém, em seu 11° aniversário de casamento, durante uma consulta de rotina, Lucy é surpreendida com uma notícia extraordinária, quase um milagre, que vai mudar tudo o que ela e Mickey haviam planejado. De uma hora para outra todas as regras são jogadas pela janela e eles terão que redescobrir o verdadeiro significado do amor. Dançando sobre cacos de vidro é a história de um amor inspirador que supera todos os obstáculos para se tornar possível.

Fonte: Livraria Saraiva

Dançando Sobre Cacos de Vidro 1

Entretanto, somos “especialistas” em dar pitaco na obra alheia. Misturando sentimentos, sensações e uma boa dose de crítica, repare nos nossos comentários. Segue lendo:

adrielzinho1

Eu Sou O Numero 4

★★★★
“No começo de cada capítulo, verá a narração de Mic, Mickey e depois a narração se passará para sua esposa Lucy.
A história se passa com Lucy, sua irmã Lily e Priss. O texto se desenvolve à partir da manhã em que o pai leva Lucy ao banheiro para recitar um texto, enquanto o seu pai vai fazer a barba. Lucy é muito apegada à ele e vice e versa. Seu pai dá um conselho a sua filha de 5 anos pra não temer a morte e assim ela, durante a sua vida terá visões sobre a morte. E seu pai falecerá dias após. Sua mãe criará as três filhas, mas já sabendo que carrega em seus genes, um câncer. Sua mãe herdará para as suas filhas a mesma doença. Mickey é um cara bipolar que viverá entres os extremos de medo e depressão, com sua alegria, mas tentará se manter equilibrado com o médico, remédios e Lucy. Este texto irá fazer refletir até onde vai o amor por outra pessoa. Não se tratará do amor belo e lindo, e sim, suas altas e baixas de uma pessoa normal. E se prepare, pois se mergulhar o bastante na história, você vai perceber o bastante que temos escolhas a se fazer. E que mais cedo ou mais tarde uma lágrima, irá surgir, e molhará a sua face!
naufrago2
★★★☆
” Tirando a expectativa, primeira coisa que se percebe ao começar a leitura é a beleza impar e a naturalidade em como que a enfermeira Hancock nos apresenta seus personagens em toda sua complexidade, o que é muito importante para que se possa se identificar com a narrativa de ‘Dançando sobre cacos de vidro’, infelizmente eu não gostaria de ser um personagem da enfermeira Hancock ,  não é pela carga emocional pesada que eles são submetidos no decorrer do livro , talvez seja a maneira dela se tornar uma espécie de  Deus do antigo testamento e optar por um caminho árduo dramático e sofrível  para que seus personagens aprendam uma grande lição ,eu acredito na vida, e sei que o ser humano pode aprender grandes lições com outros professores, que não sejam a dor e a perda .Talvez a enfermeira Hancock também saiba disso , só que ela resolveu escrever como passar descalço pelos cacos de vidro só para mostrar o valor de verdadeiro sacrifício. Recomendo esse livro para os fortes de espírito, para que vocês também possam tirar uma mensagem positiva, apesar de tudo …”
SAMSUNG CAMERA PICTURES
★★★★
“No vale de lágrimas, dancei submesa. No fundo, cacos de dor e vida.
Eu dancei.
Me cortei. 
Vivi a experiência de forma plena.
Dançando Sobre Cacos de Vidro foi um incrível momento em minha vida, no ano de 2015. E ainda estamos em fevereiro!
História envolvente, com uma carga dramática que foi uma saraivada de golpes contundentes no meu frágil coração. Levando-me a bailar sem medo dos ferimentos, Lucy e Mike viraram meu casal ternurinha para os próximos meses. Tudo que envolveu o livro me fez questionar. Convívio familiar. Amor. Saúde. Morte. Sobretudo, vida. Contudo, nesse breve comentário, não posso deixar passar em branco as sensações contraditórias causadas pela obra. 
Em discussão no grupo literário – #SeteMentesQueBrotam – tudo foi tão diferente. Tão pessoal. Divergências lindas e proveitosas. Que não só fazem o livro subir o nível, mas também desperta a vontade no fundinho do peito de reler e tentar enxergar a visão dos meus nobres amigos escondidas nas linhas que me fizeram ver amor onde a maioria viu dor.
Uma obra que respira. Adoece e floresce entre lágrimas, risos, loucuras e afeição.
Recomendo.”
lulu2
★★★★
“O livro é uma lição de vida. O relacionamento de Lulu e Mic é permeado de cumplicidade e amor. Hancock retrata com muita fidelidade a vida de um bipolar e as dificuldades impostas pela doença…
 Quanto a Lucy, só achei meio estranha aquela parada de ficar vendo a morte, mas a mensagem de conforto que essa relação passa é ímpar.
 Os personagens foram bem explorados, e eu gostei da alternância na narrativa do texto. 
Quem lê a sinopse sabe que o livro é uma tragédia anunciada. Então, na primeira parte eu ficava o tempo todo tensa, esperando algo muito ruim acontecer… e quando aconteceu passei a esperar um milagre. Para mim, ele aconteceu. A Lu não me decepcionou em suas escolhas. Juro q rezei baixinho pra ela fazer a coisa certa  (certa pra mim). Sofri junto com ela e com o Mic, e adorei o final: um final feliz dentro da realidade da estória, nada mirabolante.
Li, amei, recomendo a todos!!”
jadinha2
★★★★
“Dançando sobre cacos de vidros foi uma experiência ímpar para mim.  Não chegou a arrancar litros de lágrimas como estava aguardando,  mas me deixou com uma sensação de coração preenchido, repleto de amor. A Lucy e o Mickey refletem, de forma um pouco exagerada admito, um casal com problemas mas que assumiram o risco de enfrentar a situação de frente. Todo relacionamento tem suas dificuldades,  uns, como  Lucy e o Mickey, enfrentam com calma e amor,  outros jogam tudo para cima.  Espero ser como eles dois. Recomendo para quem gosta de um drama intenso e não acha que tudo no mundo dos livros é lindo.”
Entre choros, decepções, expectativas e letras… Gostamos.
Leiam!

#POETIZE-SE: Zona neutra – Poesia sem Rima

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Por Evelyn Trovão

Hello, Lady and Gentleman.

Prazer estar aqui, nós três. Eu, você e eu.

Já cansada de mim, procurei inspiração em outros.
Um em específico resolveu me ajudar.
Lendo “Uma Vida Muito Além das Expectativas” me deparo com o paraíso.
O autor – Sidney Poitier – me organiza a bagunça interna ao criar – ou dar um novo significado – a fabulosa expressão “zona neutra”.
Obrigada, negrão.
Tudo que sempre quis.
Um lugar para repousar.
Descansar até do tédio que define um soninho vespertino em um domingo.
Busco às cegas o silêncio confortável, um lugar tranquilo, quase sem cheiro, de preferência, fresco.
Me receba calma, zona neutra.
Me deixe relaxar, sem a pressão insípida dos sentimentos contraditórios.
Afasta do meu lugar comum as lágrimas, o ciúme, a ira.
Faz sumir um pouquinho de mim. No lugar, deixe uma pitada de aceitação.
Zona Neutra, sábia utopia, venha em  ondas suaves beijar meus pés, deixando a pele salpicada de compreensão. Me ensina, eu imploro, a entender que o que não é meu, posso apenas desejar e deixar ir.
Se não for pedir muito, um ultimo desejo? 
Se faça ambiente.
Nada muito grande.
Um pequeno círculo já é suficiente. Mude. Seja neutra, mas seja quente. E podendo escolher, já tenho um destino: zona neutra viva entre sorriso, entre ‘erres’ e sobretudo, entre os braços de um amor amigo.

Novo projeto: Em Leitura Intensa

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Olá, pessoal, hoje venho apresentar a vocês nosso mais novo desafio: Em Leitura Intensa. Idealizado pela Débora, esse projeto reúne os quatro blogs literários mais quentes da web: laoliphant, paposobrelivros , starbooks e nós!

leitura intensa horizontal

Siiim, e a missão é ler um livro “hot” por mês e apresentar a você quatro pontos de vista diferentes, então, na última semana de cada mês, publicaremos nossas resenhas com os links dos sites.

Os livros que fazem parte do desafio serão esses:

Mês 1: Toda Sua, por Sylvia Day

Mês 2: Peça-me o que Quiser, por Megan Maxwell

Mês 3: Juliette Society, por Sasha Grey

Mês 4: Butterfly, por Kathryn Harvey Mês 5: A Bibliotecária, por  Logan Belle

Mês 6: Falsa Submissão, por Laura Reese

Mês 7: Uma Sedução por Semana, por Betty Herbert

Mês 8: O Amante de Lady Chatterley, por D. H. Lawrence

Então, para começar, ninguém menos que a Syvia Day para nos inspirar com o primeiro volume da Série Crossfire: Toda Sua.

Confesso que a temperatura subiu por aqui, mas vou guardar todos os meus comentários para a semana que vem… morra de ansiedade, ou venha ler com a gente e comente o que achou, que tal

Sugestões para aumentar essa listinha serão sempre muito bem-vindas, viu?

Aguarde!!!