Viva às mulheres de mentira 

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Okay. Confesso. Sou chata.
Devo ser umas das poucas mulheres no mundo que não curte o tal “Dia Internacional das Mulheres”.
Acho desnecessária a data, uma vez que, como diz a máxima, “dia das mulheres é todo dia”.
Se bem que o povo diz isso para o dia das mães, dos pais, das crianças. Em breve, irão associar essa massagem ao ego dos desavisados até no dia dos cães. Então não vale muita coisa, não é?!
Porém se é para comemorar, façamos isso com verdade e despidas de qualquer inverdade, combinado?
Parabéns para as mães que são enfermeiras. Para as enfermeiras que são esposas. Para as esposas que são amigas. Amigas que são vadias. Vadias que são carinhosas. Carinhosas que são cozinheiras. Cozinheiras que são mães. Felicito as guerreiras multifacetadas que falam ao telefone, batendo um bolo, espiando o que o “Juninho” está fazendo na sala. Com cabelo feito, unhas vermelhas. Bem sucedidas, com a leitura em dia e um furacão de energia quando o assunto é amar.
O dia internacional das mulheres é para vocês, heroínas da vida real.
Mas, e o resto de nós? Mulheres comuns, ocupantes do status de “mulheres de mentira”. Não merecemos um dia especial?

foto Não me incluo nesse padrão de mulher-sexo-forte-bicha-guerreira-que-todo-mundo-sonha-em-ser.
Sou apenas mulher.
Então vou zoar. Furtar, pelo menos nesse ano, as congratulações das mulheres de verdade.
Às choronas que são medrosas. Medrosas que são encanadas. Encanadas que são inseguras. Inseguras que são ciumentas. Ciumentas que são venenosas. Venenosas que são sonolentas. Sonolentas que são contraditórias. Contraditórias que somos todas, mas que fazemos de conta que não somos.
Para as gordinhas, magrinhas, baixinhas e altinhas. Para aquelas que vieram com algum dano emocional, um peito maior que o outro, ou o cabelo simplesmente não obedece. Viva você, mulher que morre de vergonha das celulites, estrias e imperfeições. Viva à gente, às guerreiras covardes que se escondem atrás de uma trama selvagem da sociedade.
Mulheres reais: chega de vanglórias àquelas mulheres fantásticas que jamais seremos. Nós, mulheres de mentira, merecemos as flores, dessa vez.
Ano que vem está aí. E tudo voltará ao normal. Todavia, não este ano.
08 de março de 2015.
Parabéns, mulheres de mentira.

#LivroDoMês: Dançando Sobre Cacos de Vidro.

blog Olá, Leitores! Mês de Fevereiro já partiu para nunca mais voltar. Deixou saudades, carnaval, suor e muito drama. Para combinar com esse momento fatalista de lágrimas e sangue, o blog #SeteMentesQueBrotam escolheu uma obra tocante, cheia de reviravoltas e – como sempre – muitas opiniões divergentes no grupo. Enfim, vamos ao que interessa? É com muito prazer – e dor – que apresento-lhes o Livro Dançando Sobre Cacos de Vidro. SAMSUNG CAMERA PICTURES

Dançando Sobre Cacos de Vidro Ka Hancock

Lucy Houston e Mickey Chandler não deveriam se apaixonar. Os dois sofrem de doenças genéticas: Lucy tem um histórico familiar de câncer de mama muito agressivo e Mickey, um grave transtorno bipolar. No entanto, quando seus caminhos se cruzam, é impossível negar a atração entre eles. Contrariando toda a lógica que indicava que sua história não teria futuro, eles se casam e firmam – por escrito – um compromisso para fazer o relacionamento dar certo. Mickey promete tomar os remédios. Lucy promete não culpá-lo pelas coisas que ele não pode controlar. Mickey será sempre honesto. Lucy será paciente. Como em qualquer relação, eles têm dias bons e dias ruins – alguns terríveis. Depois que Lucy quase perde uma batalha contra o câncer, eles criam mais uma regra: nunca terão filhos, para não passar adiante sua herança genética. Porém, em seu 11° aniversário de casamento, durante uma consulta de rotina, Lucy é surpreendida com uma notícia extraordinária, quase um milagre, que vai mudar tudo o que ela e Mickey haviam planejado. De uma hora para outra todas as regras são jogadas pela janela e eles terão que redescobrir o verdadeiro significado do amor. Dançando sobre cacos de vidro é a história de um amor inspirador que supera todos os obstáculos para se tornar possível.

Fonte: Livraria Saraiva

Dançando Sobre Cacos de Vidro 1

Entretanto, somos “especialistas” em dar pitaco na obra alheia. Misturando sentimentos, sensações e uma boa dose de crítica, repare nos nossos comentários. Segue lendo:

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Eu Sou O Numero 4

★★★★
“No começo de cada capítulo, verá a narração de Mic, Mickey e depois a narração se passará para sua esposa Lucy.
A história se passa com Lucy, sua irmã Lily e Priss. O texto se desenvolve à partir da manhã em que o pai leva Lucy ao banheiro para recitar um texto, enquanto o seu pai vai fazer a barba. Lucy é muito apegada à ele e vice e versa. Seu pai dá um conselho a sua filha de 5 anos pra não temer a morte e assim ela, durante a sua vida terá visões sobre a morte. E seu pai falecerá dias após. Sua mãe criará as três filhas, mas já sabendo que carrega em seus genes, um câncer. Sua mãe herdará para as suas filhas a mesma doença. Mickey é um cara bipolar que viverá entres os extremos de medo e depressão, com sua alegria, mas tentará se manter equilibrado com o médico, remédios e Lucy. Este texto irá fazer refletir até onde vai o amor por outra pessoa. Não se tratará do amor belo e lindo, e sim, suas altas e baixas de uma pessoa normal. E se prepare, pois se mergulhar o bastante na história, você vai perceber o bastante que temos escolhas a se fazer. E que mais cedo ou mais tarde uma lágrima, irá surgir, e molhará a sua face!
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★★★☆
” Tirando a expectativa, primeira coisa que se percebe ao começar a leitura é a beleza impar e a naturalidade em como que a enfermeira Hancock nos apresenta seus personagens em toda sua complexidade, o que é muito importante para que se possa se identificar com a narrativa de ‘Dançando sobre cacos de vidro’, infelizmente eu não gostaria de ser um personagem da enfermeira Hancock ,  não é pela carga emocional pesada que eles são submetidos no decorrer do livro , talvez seja a maneira dela se tornar uma espécie de  Deus do antigo testamento e optar por um caminho árduo dramático e sofrível  para que seus personagens aprendam uma grande lição ,eu acredito na vida, e sei que o ser humano pode aprender grandes lições com outros professores, que não sejam a dor e a perda .Talvez a enfermeira Hancock também saiba disso , só que ela resolveu escrever como passar descalço pelos cacos de vidro só para mostrar o valor de verdadeiro sacrifício. Recomendo esse livro para os fortes de espírito, para que vocês também possam tirar uma mensagem positiva, apesar de tudo …”
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★★★★
“No vale de lágrimas, dancei submesa. No fundo, cacos de dor e vida.
Eu dancei.
Me cortei. 
Vivi a experiência de forma plena.
Dançando Sobre Cacos de Vidro foi um incrível momento em minha vida, no ano de 2015. E ainda estamos em fevereiro!
História envolvente, com uma carga dramática que foi uma saraivada de golpes contundentes no meu frágil coração. Levando-me a bailar sem medo dos ferimentos, Lucy e Mike viraram meu casal ternurinha para os próximos meses. Tudo que envolveu o livro me fez questionar. Convívio familiar. Amor. Saúde. Morte. Sobretudo, vida. Contudo, nesse breve comentário, não posso deixar passar em branco as sensações contraditórias causadas pela obra. 
Em discussão no grupo literário – #SeteMentesQueBrotam – tudo foi tão diferente. Tão pessoal. Divergências lindas e proveitosas. Que não só fazem o livro subir o nível, mas também desperta a vontade no fundinho do peito de reler e tentar enxergar a visão dos meus nobres amigos escondidas nas linhas que me fizeram ver amor onde a maioria viu dor.
Uma obra que respira. Adoece e floresce entre lágrimas, risos, loucuras e afeição.
Recomendo.”
lulu2
★★★★
“O livro é uma lição de vida. O relacionamento de Lulu e Mic é permeado de cumplicidade e amor. Hancock retrata com muita fidelidade a vida de um bipolar e as dificuldades impostas pela doença…
 Quanto a Lucy, só achei meio estranha aquela parada de ficar vendo a morte, mas a mensagem de conforto que essa relação passa é ímpar.
 Os personagens foram bem explorados, e eu gostei da alternância na narrativa do texto. 
Quem lê a sinopse sabe que o livro é uma tragédia anunciada. Então, na primeira parte eu ficava o tempo todo tensa, esperando algo muito ruim acontecer… e quando aconteceu passei a esperar um milagre. Para mim, ele aconteceu. A Lu não me decepcionou em suas escolhas. Juro q rezei baixinho pra ela fazer a coisa certa  (certa pra mim). Sofri junto com ela e com o Mic, e adorei o final: um final feliz dentro da realidade da estória, nada mirabolante.
Li, amei, recomendo a todos!!”
jadinha2
★★★★
“Dançando sobre cacos de vidros foi uma experiência ímpar para mim.  Não chegou a arrancar litros de lágrimas como estava aguardando,  mas me deixou com uma sensação de coração preenchido, repleto de amor. A Lucy e o Mickey refletem, de forma um pouco exagerada admito, um casal com problemas mas que assumiram o risco de enfrentar a situação de frente. Todo relacionamento tem suas dificuldades,  uns, como  Lucy e o Mickey, enfrentam com calma e amor,  outros jogam tudo para cima.  Espero ser como eles dois. Recomendo para quem gosta de um drama intenso e não acha que tudo no mundo dos livros é lindo.”
Entre choros, decepções, expectativas e letras… Gostamos.
Leiam!

#LIVRO DO MÊS: O Grande Gatsby

Nós adoramos clubes de livros, afinal, ler em grupo é ter com quem conversar naquele momento em que o livro está tão bom, mas tão bom, que é impossível continuar a leitura: você precisa falar com alguém a respeito dos personagens!!

Por isso quisemos trazer pro Setementes um pouco dessa experiência, e criamos essa coluna mensal, onde vocês vão ler nossos comentários a respeito do nosso “Livro do mês”.

Em janeiro lemos O Grande Gatsby, um clássico escrito pelo Scott Fitzgerald, que além de constar da lista dos “1001 livros para se ler antes de morrer”, foi adaptado para o cinema num elenco de primeira: Leonardo di Caprio e Tobey Maguire.

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Três é demais:

Particularmente, fiquei em choque com O Grande Gatsby. Confesso que li se muito esperar. Falando para Deus e ao Mundo que esse livro não mereceria estar nos “1001 livros para se ler antes de morrer”. Paguei minha língua. Nos últimos dois capítulos Scott Fitzgerald me tocou o calcanhar de Aquiles com força e sem dó. Surgiram vários questionamentos… Maiores que a quantidade de páginas. Valeu a pena, ler no celular, focar, desfocar e recomeçar. Belíssima obra.

Eu sou o número 4:

Vai ser comum neste início do livro você se sentir deslocado na história, e em outras partes também. Podem surgir alguns devaneios, mas ele vai te ajudar a refletir e repensar sobre as amizades e os amores. Vale a pena trair e se esconder? As suas amizades são pela pessoa que és? Ou por interesse? Você é feliz, pelo que tem ou por influência?

O quinto frasco:

O início desse livro é um tanto chato, mas no decorrer da história, e com um pouco de paciência, você vai criando laços com os personagens e passa a ver o Gatsby como um homem solitário, carente e fiel. Isso torna a história mais doce de se ler. Nick, seu amigo, apesar de protagonista e narrador tem um papel secundário na trama. E acaba sendo envolvido em todos os enlaces como observador. Gostei e recomendo.

Jogador número 1:

Esse romance é um soco no estômago. Scott Fitzgerald é capaz de pegar um sentimento como o amor e distorcê-lo até que ele se torne obsessão. Gatsby, meu velho, é, ao mesmo tempo, agressor e vítima, traidor e traído, apaixonado e incapaz de amar. Ao tempo em que mostra uma sociedade falida e desprovida de princípios, o livro nos mostra que existem, sim, valores que não podem ser corrompidos. E esses paradoxos transformam essa leitura em um clássico, atemporal e profundo.

Se você leu esse livro, comente, diga-nos a sua opinião!

Mês que vem tem mais!!

Resident Evil: Filmagens de The Final Chapter já têm data para começar

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Adiado por causa da gravidez de Milla Jovovich, The Final Chapter (O Capítulo Final em tradução livre), próximo filme da franquia Resident Evil, ganhou nova data para o início das filmagens. Em sua página no Facebook, a atriz afirmou que o longa vai começar a ser rodado exatamente um ano após o anúncio da chegada do seu novo herdeiro, ou seja, em meados de agosto.

“Estou orgulhosa de mim mesma por ter engordado o mesmo que na minha primeira gravidez, pois tenho que estar pronta para filmar Resident Evil: The Final Chapter em agosto deste ano”, escreveu Jovovovich, que estava de malas prontas para a África do Sul, onde iria gravar as primeiras cenas do longa, antes do anúncio da chegada de seu novo bebê.

Dirigido novamente por Paul W. S. Anderson, o sexto filme da série baseada no game homônimo, deve chegar aos cinemas em 2 de setembro de 2016.

Fonte: msn

#Eventos

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13/01/2015

2015 começou com tudo!! Nosso site é um bebê, mas está ligadíssimo em todas as novidades do mundo literário para garantir que você não perca nenhum evento super cult.

No Rio de Janeiro a semana vai bombar:

  • Hoje tem Corujão da Poesia Universo da Leitura. Trata-se de um encontro de artistas de diversos segmentos, com microfone aberto a todos. Começa às 20hs, na Saraiva Leblon, Av. Ataulfo de Paiva, 1321, Leblon.
  • Hoje tem também o lançamento do livro Escândalo – Diga não ao abuso sexual, com a autora Simone Ferrety, na Livraria Cultura do Shopping Fashion Mall, às 19hs.
  • No dia 16 vai rolar uma sessão de autógrafos com a princesa Hellen Pimentel, lançando seu livro Renascer, segundo da série que começou com Despertar. O evento acontecerá na Livraria Saraiva do NorteShopping às 19hs.
  • No dia 17 tem evento literário na 15ª edição do El Bazzar como tema Hawaii, trazendo as escritoras Tathi Machado, Clara Savelli e Aimée Oliveira, autoras de Papel, Caneta e Ação para o bate papo “Fala, que eu te escuto” e sessão de autógrafos. Sabe o que é o mais legal? No El Bazzar, além de conferir a programação cultural, você ainda pode fazer comprinhas, pois o evento traz diversas marcas de roupas, acessórios e decoração. Será na Rua Salvador, 49, Flamengo.

São Paulo:

  • No dia 15 tem palestra e autógrafos com Paulo Fernandes, coordenador de viagens e músico, André Forastieri, autor do livro O dia em que o rock morreu. Às 19hs, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

Em Itaparica/BA a agenda cultural também está lotada:

  • Dia 17 tem mais um Café com Leitura, evento que oferece um espaço de lazer e atividades intelectuais decafé com leitura leitura textual em encontro entre amigos, literatos e artistas, com poesia e música ao vivo. Aos sábados, 18hs, na Biblioteca Juracy Magalhães Júnior, com entrada gratuita.
  • Desde o dia 10 até 24 deste mês acontecem diversas homenagens ao escritor João Ubaldo Ribeiro, como exposição fotográfica sobre os aniversários do autor, mostra coletiva de artes visuais com o trabalho de vinte artistas sobre a sua obra, lançamento de antologia organizada por Dalva Tavares Lima e de cordel escrito por Maysa Miranda sobre o livro Viva o Povo Brasileiro, e apresentação teatral no monólogo Sargento Getulio pelo ator Carlos Betão. Será na Biblioteca Juracy Magalhães Júnior, com entrada gratuita.

Salvador também terá literatura:

  • No dia 16 acontecerá o lançamento da coletânea poética Poe’Vera, organizada pela poetisa e jornalista Antoniella Devanier, às 18hs no Palacete das Artes, Rodin Bahia, Rua da Graça, 284, Graça.

Em Fortaleza:

  • No dia 17 os fãs de “Divergente e Legend” se encontrarão às 10:30hs na Livraria Cultura do Shopping Varanda Mall para um bate papo sobre as sagas mais quentes do momento!

Em Curitiba:

  • No dia 17 acontecerá a 8ª edição do Clube do Livro Saraiva, sobre polêmicas literárias, com Clube Letters. Dentre os livros abordados estão Mentirosos, A Desconstrução de Mara Dyer, Carta de Amor aos Mortos, entre outros. Às 18hs, na Saraiva do Shopping Crystal.

Em Porto Alegre:

  • Dia 19 tem Papos & Ideias Segundas Literárias. O evento, que é um bate papo entre autores e seus leitores, traz Diana Corso e Thedy Corrêa, com mediação de Oscar Simch. Será às 19:30hs na Saraiva do Shopping Praia Belas.

Em Recife:

  • No dia 17 tem sessão de autógrafos da coleção “Corrupção no Mundo”, com o autor Judivan Vieira, no Teatro Eva Hertz.

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Se na sua cidade vai rolar um evento literário, conte para nós!

E-mail: setementesquebrotam@hotmail.com.

Publicaremos fotos dos eventos que visitarmos, então participe conosco enviando as suas também!

Fontes: Livraria Saraiva, Secretaria de Cultura da Bahia, Modo Editora, Blog Entre Livros e Livraria Cultura.

 

#RESENHA: Saga Encantada

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Hello, Lady and Gentleman.

Prazer estar aqui, nós três. Eu, você e eu.

Como minha primeira resenha postada no blog, gostaria de ressaltar três coisas:

  1. não sei escrever resenha
  2. – escrevo/falo muito
  3. – não dou spoiler NUNCA.
O que pode parecer spoiler, nada mais é o que vem na contracapa e na orelha do livro. Acho péssimo isso, da resenha chegar contando as idiossincrasias da história. Vontade de dizer “Oh! Que isso, mano?“. Essa sou eu, estressada. Então não confunda comentário com spoiler, por favor, visto que caímos no segundo esclarecimento: por falar demais, darei uma pequena sensação de que vou contar algo que “não devo”. Porém é apenas meu jeitinho crazy de ser. O que nos leva ao resultado final: não sei escrever resenhas. Contudo, sempre contará com uma opinião sincera, prolixa e extremamente pessoal.
Dadas as devidas explicações, sem mais delongas: abrimos os trabalhos.
Saga Encantada.
 
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Por Sarah Pinborough.
Criatividade.
Essa é a palavra que define essa saga.
Onde pode aparecer uma suposta inconsistência, a autora – com total domínio da história – preenche cada mínima lacuna com uma generosa camada de criatividade heróica.
Fui transportada para um mundo que eu acreditava conhecer bem. Ledo engano.
Sarah pega as rédeas dos contos infantis e puxa pra si com tamanha força, que confunde, implica e – quase – ressente o imaginário geral da primeira infância.
A coletânea consiste em três livros – Veneno, Feitiço e Poder – distintos, porém que se encaixam perfeitamente. Narrando de diferentes prismas contos os de fadas. Contando a “história real” de cada uma delas, entende?
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Veneno
O primeiro livro – Veneno – é a narrativa da mais querida. Branca de Neve.
Trama muito bem feita.
Personagens com características muito pontuais. Impressionante viagem.
Talvez por ser a primeira, foi a adaptação que mais me impressionou. Não só pela escrita, mas sim pelo caminho que tudo leva. Vertiginoso.
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Feitiço
Se Veneno mais me impressionou, devo admitir que Feitiço despertou mais minha curiosidade, enquanto leitora e pseudo-escritora. Arrebatada totalmente pelo enredo.
Cinderela é a estrela da vez. Coragem, determinação e uma carga grande de sensualidade. A tal gata borralheira, dos pés pequeninos veio como uma força da natureza para as páginas da saga.
Me deixando Ligeiramente sobressaltada e corada com breves passagens, a irmã preterida abriu caminho à força, por meio de “sangue nos olhos e coração acelerado”.
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Poder
Curiosa com Feitiço, impressionada por Veneno. Contudo, o que dizer sobre Poder?
Apenas digo que posso rimar com Soda.
Estou ainda arrebatada por Bela Adormecida. Meu estômago precisou ser regado várias vezes, tamanho vácuo que sentia ao virar cada página.
– Sim, isso foi um elogio. Sinto fome, quando estou apaixonada, porém isso é outro “causo”.
Tantas características complexas, trabalhadas de uma forma ligeira, compromissada e sobretudo, magnânima.
De longe, meu preferido. Por isso, não falarei muito dele. Para não macular, com minhas sandices, algo tão bem feito.
Pinborough é, segundo dizem, uma exímia escritora de contos de horror. E demonstrou que sabe levar, como poucos, o leitor ao delírio. Com o artifício do mistério, a escritora deixa em nossos lábios o grito pronto para sair, o sobressalto a um passo de pular do peito, e nos olhos a vontade de saber onde tudo vai parar.
Fantástico.
Uma curiosidade: embora os livros tenham sido escritos quase simultaneamente –
“Na verdade, enquanto fazia a edição de um – livro – eu já pesquisava para o outro. (…) a edição foi contínua, pois eles foram lançados com apenas três meses um do outro.” – Sarah.
O “Veneno” não é, em ideologia, o primeiro livro.
“Veneno é a história do meio. A história de Feitiço nos leva à história de Veneno, que por sua vez, nos transporta até o livro Poder. (…) Eu planejei de tal modo que onde quer que o leitor começasse, seria possível estabelecer diferentes níveis de simpatia pelo personagem – você teria mais simpatia por determinado personagem se começasse pelo livro dois, mas isso não afetaria sua leitura nos outros livros (…)” a autora.
Engenhosa, não?
Recomendo.
Aventure-se com páginas encantadas – e lindas, devo dizer. Uma vez que a arte e a editora fizeram um excelente serviço – dessa saga eletrizante, sensual e fabulosa.

Tudo ao redor.

03

Dia do Leitor

Criatura estranha, esse tal de livro.
Se faz de objeto, mas é vida. Disfarçar de capa, deixa em mistério seu conteúdo.
Sem medo de errar, é um livro.
Brinca de contar histórias, escolhe detalhes, recolhe segredos.
 Analisando um exemplar, não deixo de ficar curiosa. Seja uma capa monocromática, sem muitos detalhes. Seja uma explosão de informações visuais.
Ilustrações sóbrias, ou inexistentes aguçam minha imaginação. Sinto minhas entranhas mexerem em agonia. Mistérios? Segredos? Preciso abrir.
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As capas coloridas, bagunçadas, também me seduzem. A quem pertença todas aquelas cores? Crio situações mirabolantes, absurdos fatos imaginários. Como confirmar? Preciso ler!!
A espessura me desperta. Os finos me deixam com ar de objetividade nos lábios. Quem não gosta de sentar à sombra e beber avidamente palavras ágeis e ligeiras? Desvendar em um par de horas, a existência que pulsa em cada letra.
Livros extensos têm seu valor. Milhares de situações, personagens. Como uma longa viagem. Olhar pela janela pelos olhos de um amigo desconhecido.
Pequenos, desses que cabem no bolso. Grandes, que mais parecem uma pasta. Todos merecem minha atenção. Verdade? Fantasia? Utopia? Distopia? Não me importa. Me importa, sim, virar as páginas, alimentar meu ser.
Ser. Ser livro. Ser vivo. Vivo por ser. Vivo por ser livro. Livro livre. Livre por ser leitora.
Então comemoro. Dos velhinhos até os cheirando a novos, fico feliz por ser quem todos eles me transformaram.
Passei de ser vivo. Passei de ser humana. De tanto passar por livros, virei leitora.
Parabéns para você, que se permite mudar e reformar em cada prólogo e epílogo.
Feliz dia do leitor.
3 é demais…

Brotando

Somos Sete. Sete criaturas completamente diferentes. Sete mundos dentro de um só que nos abriga. Sete pessoas com vidas paradoxais. Sete motivos distintos para abraçar as Sete mentes que mal cabem em cada um de nós Sete.
Unidos por uma paixão: conhecimento. Vai além dos livros, das séries, das notícias, do próprio universo. Queremos viver estórias fantásticas, sentimentos intensos, perigos terríveis, aventuras viciantes, e compartilhar tudo isso.
Jogador número 1, Duas Torres, Três é demais, O número quatro, O quinto frasco, O poder do Seis e Casa das sete mulheres, cada um com seus talentos e sua personalidade, juntos para inventar um mundo onde o leitor é tudo, menos solitário.
Aqui você vai encontrar estórias inéditas, resenhas literárias, comentários sobre livros, notícias do nosso mundo, poesia, nossos amigos e um pedaço da alma de cada um de nós.
Seja bem vindo, espalhe-se, pegue um livro e refestele-se por aqui! Read More