#POETIZE-SE: Obrigada pelo Adeus

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Por Evelyn Trovão

Me sinto confortável em dizer adeus às lágrima.

Me livrar de cada gota de dor que desampara meu coração.

O fogo que ardia como magma.

Hoje, neste domingo, se faz um grão.

 

Obrigada por tua sinceridade, hombridade.

Agradeço por não ter iludido.

Essa rima, só por curiosidade

Faz algum sentido?

 

A alegria desses exatos três meses, jamais esquecerei.

15 de novembro, te contei o que sentia.

Dias de ternura, para sempre guardarei.

15 de fevereiro, o “você e eu”, sumia.

 

Estou pobre de palavras, meus olhos estão turvos.

Meu coração está pequenino.

Um dia, desse amor eu me curo.

E só restará na minha memória, teu sorriso de menino.

 

Vai ser difícil conviver, fazer de conta que não sinto nada.

Seremos eternos amigos, creia, isso não vai mudar.

Deus me defenda, meu ser vai passar por uma prova danada.

Deus me ajude, preciso urgente desapaixonar.

Inspire-se: https://www.youtube.com/watch?v=cqwdOL-M_gs

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Viva a Celulite, Amém!

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Hello, Lady and Gentleman.

Prazer estar aqui, nós três. Eu, você e eu.

Sobre minhas pequenas férias:

Viva a celulite, amém.

Sempre fui muito encanada com essa coisa de não ser perfeita.

Sobretudo após certas gordurinhas, ao longo dos anos, virarem minhas fiéis amigas. Inseparáveis escudeiras que, de modo algum, – nem se eu participar de uma maratona, nadar – ida e volta – até a África e dar uma voltinha de bicicleta até ali em Roma – se separa do cós do meu jeans.

Me retraí, escondi, murchei. As famigeradas bordinhas de catupiry.

Confesso, minha autoestima estava mais baixa que barriga de sapo. Short? Bem pra baixo do joelho, muito a cima do umbigo. Incontáveis batas, camisas soltas, mangas – e aquelas pelanquinhas do tchauzinho? – e tudo G. Okay, GG.

Essa modinha de vestido com cinto, para marcar a silhueta é pra acabar. Sovaquinho suicida, inimigo mortal. Perdi a paciência. Vou entrar na academia.

Antes disso, vou me despedir.

Nada melhor que uma viagem, comer tudo que for possível e imaginável. Caldos mil. Pastéis, McDonald’s. Sem falar nos tais pratos típicos. Engraçado que comida de fora nunca tem rúcula. Ou alface, ou brócolis. Isso é comida de casa. Em outro Estado? Batata frita!!

O pior está por vir. No meio dessa brincadeira, tem uma festa de criança. Brigadeiro. Bolo. Bem-casados. Balas, pirulitos. Tudo! Sério? Um adeus em grande estilo.

Embarquei.

Destino? Rio de Janeiro. Em pleno fevereiro.

Prevendo humilhações. Mulatas popozudas, barriga tanque, coxas de concreto.

Mal pouso em solo carioca, shortinhos curtos pipocam. Com um calor do nível “quem deixou a caldeira aberta, produção?“, nada mais natural. Porém o que me surpreendeu foi o recheio. De fato, muitas mulheres “perfeitas”, mas no mesmo espaço, disputando de igual para igual com as magrinhas, muitos shortinhos com abundância em volume. Surpresa. Contudo achei melhor não me animar.

De acordo que adentrava na Baixada Fluminense, os shorts encolhiam e os bumbuns pulavam sem pudor. Grandes ou pequenos. Lisos ou com celulites. Em plena democracia.

E o mais impressionante: Elas não se importavam.

Dias passavam e eu continuava a me surpreender.

Então tive uma revelação:

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04/02/2015

Local: Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor

Quadra da Beija-Flor de Nilópolis.

Um calor que Deus dava.

Mais de 3mil pessoas do lado de fora. Som alto. Sem falar na bateria nota 10.

Me aventurei.

Parecia que entrava num mundo novo. Nunca vi tanta gente ocupando tão pouco espaço.

E acredite, a quadra não é pequena.

Nada tem a ver com a lei da física – dois corposno caso, mais do que dois – jamais ocuparam o mesmo espaço.

Estava em total estado de graça por conta das roupas. Explico.

Barriguinha de fora? Quem disse que eu não posso?

Short só pra magrinha? Onde está escrito isso?

Celulite? Quem não?

Finalmente entendi Clarice Lispector.

“E se me achar esquisita,

respeite também.

até eu fui obrigada a me respeitar.”

E eu me aceitei.

Uma chuva de amor próprio caiu sobre mim. Gotas de orgulho banharam meu corpo gordinho. Encharcaram minha alma encucada. E eu me joguei.

Os furos das minhas coxas não sumiram.

Minhas bordinhas de catupiry continuaram a balançar.

Todavia, eu me amei. E me amo cada vez mais.

Ficar refém de calça comprida e manga longa? Nunca mais.

Todas aquelas moças majestosas me passaram na cara a realidade.

Perfeita jamais serei. porém é obrigação minha – e de mais ninguém – amar cada ponto imperfeito de mim. Afinal, essa sou eu. E eu me coloco em primeiro lugar.

Barriguinhas cheias de dobras me convenceram que eu não preciso de gominhos para ser feliz.

Dancei. Curti. Me descobri apenas mulher. Não uma psicótica por cada grama a mais na balança.

Ainda vou entrar na academia.

Em prol da minha saúde.

Não por conta de qualquer ditadura chinfrim da sociedade que nos obriga a usar um manequim 36, enquanto a maioria das que usam 44 são mais felizes. Vide as integrantes maravilhosas da minha Escola do coração;

Resumindo.

Dane-se a vergonha.

Viva a celulite.

Amém!

Inspire-se: https://www.youtube.com/watch?v=9ETNolkRyuQ

#LIVRO DO MÊS: O Grande Gatsby

Nós adoramos clubes de livros, afinal, ler em grupo é ter com quem conversar naquele momento em que o livro está tão bom, mas tão bom, que é impossível continuar a leitura: você precisa falar com alguém a respeito dos personagens!!

Por isso quisemos trazer pro Setementes um pouco dessa experiência, e criamos essa coluna mensal, onde vocês vão ler nossos comentários a respeito do nosso “Livro do mês”.

Em janeiro lemos O Grande Gatsby, um clássico escrito pelo Scott Fitzgerald, que além de constar da lista dos “1001 livros para se ler antes de morrer”, foi adaptado para o cinema num elenco de primeira: Leonardo di Caprio e Tobey Maguire.

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Três é demais:

Particularmente, fiquei em choque com O Grande Gatsby. Confesso que li se muito esperar. Falando para Deus e ao Mundo que esse livro não mereceria estar nos “1001 livros para se ler antes de morrer”. Paguei minha língua. Nos últimos dois capítulos Scott Fitzgerald me tocou o calcanhar de Aquiles com força e sem dó. Surgiram vários questionamentos… Maiores que a quantidade de páginas. Valeu a pena, ler no celular, focar, desfocar e recomeçar. Belíssima obra.

Eu sou o número 4:

Vai ser comum neste início do livro você se sentir deslocado na história, e em outras partes também. Podem surgir alguns devaneios, mas ele vai te ajudar a refletir e repensar sobre as amizades e os amores. Vale a pena trair e se esconder? As suas amizades são pela pessoa que és? Ou por interesse? Você é feliz, pelo que tem ou por influência?

O quinto frasco:

O início desse livro é um tanto chato, mas no decorrer da história, e com um pouco de paciência, você vai criando laços com os personagens e passa a ver o Gatsby como um homem solitário, carente e fiel. Isso torna a história mais doce de se ler. Nick, seu amigo, apesar de protagonista e narrador tem um papel secundário na trama. E acaba sendo envolvido em todos os enlaces como observador. Gostei e recomendo.

Jogador número 1:

Esse romance é um soco no estômago. Scott Fitzgerald é capaz de pegar um sentimento como o amor e distorcê-lo até que ele se torne obsessão. Gatsby, meu velho, é, ao mesmo tempo, agressor e vítima, traidor e traído, apaixonado e incapaz de amar. Ao tempo em que mostra uma sociedade falida e desprovida de princípios, o livro nos mostra que existem, sim, valores que não podem ser corrompidos. E esses paradoxos transformam essa leitura em um clássico, atemporal e profundo.

Se você leu esse livro, comente, diga-nos a sua opinião!

Mês que vem tem mais!!

Resident Evil: Filmagens de The Final Chapter já têm data para começar

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Adiado por causa da gravidez de Milla Jovovich, The Final Chapter (O Capítulo Final em tradução livre), próximo filme da franquia Resident Evil, ganhou nova data para o início das filmagens. Em sua página no Facebook, a atriz afirmou que o longa vai começar a ser rodado exatamente um ano após o anúncio da chegada do seu novo herdeiro, ou seja, em meados de agosto.

“Estou orgulhosa de mim mesma por ter engordado o mesmo que na minha primeira gravidez, pois tenho que estar pronta para filmar Resident Evil: The Final Chapter em agosto deste ano”, escreveu Jovovovich, que estava de malas prontas para a África do Sul, onde iria gravar as primeiras cenas do longa, antes do anúncio da chegada de seu novo bebê.

Dirigido novamente por Paul W. S. Anderson, o sexto filme da série baseada no game homônimo, deve chegar aos cinemas em 2 de setembro de 2016.

Fonte: msn

#EVENTOS

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20/01/2015

Durante essa semana nosso mundinho literário estará mais light, com uma agenda meio férias, mas vale a pena conferir esses eventos que nós listamos pra você:
  • No dia 22 haverá o lançamento do livro Um grande Menino, do autor Alan Borges, na Livraria Cultura do Salvador Shopping, às 19h, em Salvador.
  • No dia 24 tem Encontro Literário Sagas Galaxy na Livraria Travessa do Barra Shopping, no Rio de Janeiro, às 15h. O blog Sagas Galaxy está promovendo seu primeiro encontro literário e contará com a presença de autores nacionais e sorteio de brindes.

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  • Também no dia 24 haverá o lançamento, sessão de autógrafos e bate-papo sobre o livro Joana e Maurício, de Igrainne Marques, com a autora, na Livraria Cultura – Cine Vitória, no Rio de Janeiro, às 15h.
  • No mesmo dia 24 acontecerá a segunda edição do Evento Literário Distopia ou Fantasia?, na Mega Saraiva Ouvidor, no Rio de Janeiro, às 11h.
  • Tem ainda neste dia o lançamento do livro Laço Colorido, de Katia Caetano, no Café del Tiempo Livros Arte Café, em São José dos Campos, às 19h.
  • No dia 29 haverá noite de autógrafos com Tico Santa Cruz, autor do livro Pólvora, na Livraria Saraiva do Center Shopping Uberlândia, às 19h.
  • No dia 30 tem lançamento do livro Encontros e Desencontros e noite de autógrafos com a autora, Helena Andrade, na Livraria Saraiva do Galeria Shopping, em Campinas, às 19h.

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Se na sua cidade vai rolar um evento literário, conte para nós!
Publicaremos fotos dos eventos que visitarmos, então participe conosco enviando as suas também!
E-mail: setementesquebrotam@hotmail.com.

Fontes:
Livraria Saraiva
Blog Cia do Leitor
Livraria Cultura

#ESCRITOS: Hoje não tem luar

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Por Luiza Cachoeira

Foi numa tarde muito quente, no início do verão. A Juh e eu pegamos as cadeiras de plástico e fomos nos sentar à sombra das amendoeiras, na frente da casa. Nós adorávamos nos sentar ali, comendo biscoitos, lembrando do dia anterior, das pessoas que tínhamos conhecido, do que elas disseram ou fizeram. Ficávamos observando os transeuntes, porque, naquele horário, a avenida estava movimentada com gente indo e vindo da praia.
Naquele dia, pela manhã, eu fui até a casa que seus pais tinham alugado para passarem o verão, na rua atrás da minha. O plano era irmos à praia, mas depois ficamos com preguiça. Por isso estávamos de biquínis, descalças, comendo pipocas e colocando apelidos em todos que passavam por ali.
Eu não era muito boa nisso, porque não conseguia ver longe o bastante para observar alguma característica nos rostos ou nos cabelos. A menos que fosse grande. Sempre usei óculos, e antes de conhecer as lentes de contato eu saia a noite com as minhas amigas sem enxergar nada além de cores e contornos. Por essa razão, aqueles que não eram muito próximos de mim me achavam metida, afinal, eu não cumprimentava ninguém que não viesse me cumprimentar. Desde o ano passado isso mudou. Agora eu sou popular, e falo até com quem não conheço. Mas continuo a ter uma visão limitada, acho que é psicológico.
Juh deu um pulo e começou a gritar uns meninos que passavam em direção à praia, na calçada do outro lado. Eu não consegui entender o nome direito, nem reconheci seus rostos, mas isso não era novidade. Um deles virou e olhou em nossa direção. Ele era magro, moreno e alto. Tinha cabelos lisos cortados um pouco curtos. Só o que eu consegui discernir àquela distância.
– Quem é, Juh?
Ela já estava chamando o garoto, que vinha em nossa direção, com o amigo branquelo e baixinho logo atrás.
– É o Miller, conheci no ano passado e não sabia que ele tinha voltado nesse verão. É um gatinho, eu tava doida pra te apresentar a ele!!
Juliana é a pessoa mais empolgada que eu conheço. Depois venho eu, na fila. A gente se mata de vergonha.
– Como é o nome? Mile? Isso nome de garoto?!
– Não, é Miller.
– Mile?
– Miiiilleeeerrrr
– Ah, com R no final?
– Oi, Miiiller!! Chegou quando?
Ela já estava a uns três metros abraçando o garoto. Eu não achei ele tão bonito assim. Tinha sobrancelhas enormes, quase unidas. Não sei como não as vi do outro lado da rua. Nariz bonito, boca grande, bonita, cabelo legal. Legal, ele. Bonitinho, na minha classificação.
Ela nos apresentou e eu nem cheguei a conversar, ele apresentou o amigo dele a nós duas e foram embora, à praia.
– E aí, achou o quê?
– Mais ou menos.
– Nossa, ele é muito bonito. No ano passado quis ficar comigo, mas não deu certo. Acho que ele é a sua cara.

Pensei: Como assim?! Mas só disse:
– Acho que ele combina com a Tininha. Vamos sair hoje e apresentar os dois, e talvez eu encontre o Felipe à noite… Quem sabe?
– Vai ter Ilha hoje, você vai?
– Não, você sabe que o meu pai surta com a Ilha. Não tô a fim de comprar essa briga. Além disso, hoje é quarta-feira, vou só olhar o movimento e volto cedo, deixa pro final de semana.
Nem perguntei se ela iria. O pai da Juh tem uma confiança cega em mim, nascida não sei de onde, e só deixa ela sair comigo. Se ele soubesse…
Naquela noite eu vesti minha saia indiana preferida e usei minhas milhares de pulseiras de bronze trançadas com quartzo rosa e outras pedras que não sei o nome. Calcei a sandália de couro cru que estava quase rasgada de tão velha. Eu a comprei num brechó no verão anterior e usei durante todo o ano para ir à escola.
Peguei o dinheiro, pus na bolsa de crochê bordada com continhas coloridas e saí, dando um beijo na minha mãe e um tchau pro meu pai.
– Não volta tarde, e toma cuidado.
– Tá.
Quando cheguei na Juh ela ainda estava saindo do banho. Me preparei pra uma hora de espera, no mínimo. O que era muito se você considerar que a maquiagem se resumia a lápis, rímel e gloss. Juh e eu não poderíamos ter estilos mais diferentes. Ela se vestia como uma patricinha e eu, como uma hippie. Estava sempre de saltos altos ou com uma sandália cheia de strass, e eu com um chinelo de couro ou havaianas. Ela sempre usava maquiagem, e eu só perfume e um óleo de banho que a minha mãe ganhou no Natal.
Juh tinha um monte de roupas novas que a mãe dela comprava antes do verão. Dezenas de shorts jeans, saias de tecido fino, blusas e vestidos.
Eu não ligava muito pra roupas e sapatos, e a minha mãe, muito menos. Nós nunca saímos pra comprar nada juntas, ela apenas me dava o dinheiro e eu podia usar o que eu quisesse. Isso significava ir até um brechó de roupas indianas, escolher umas três saias e uns dois vestidos, depois ir até a única loja do Shopping na qual eu entrava pra comprar camisetas, umas três. E ponto.
O que eu mais gostava de comprar eram pulseiras e brincos de bronze nas barraquinhas que os hippies montavam na praça, no verão.
A praça era mesmo enorme, que se estendia por várias quadras, desde a rodoviária, até a praia, cercada por restaurantes, bares, boutiques, farmácias, supermercados, bancos. A vida daquela pequena cidade de veraneio se resumia àquela praça. No meio de uma das quadras, mais próximo à praia, havia uma igrejinha com um coreto e uma miniatura da estátua do Cristo Redentor. Nós costumávamos nos sentar nos degraus aos seus pés e ficar conversando a noite inteira, alguns com latas de cerveja e copos descartáveis cheios de coquetéis com vodca, outros com refrigerante.
Mais adiante, subindo, haviam diversos traillers de comida misturados a uma mini feira hippie, com uma profusão de barracas desmontáveis repletas de bijuterias, pedras, camisas de bandas, cd’s, bibelôs e brinquedos.
E eu conhecia cada centímetro quadrado daquele lugar. Todos os verões da minha vida tinham sido passados ali, eu corri, pedalei e patinei por cada uma daquelas calçadas e pedras. Era uma moradora permanente, três meses por ano. A melhor parte era a liberdade. Aquela era uma cidade pequena, e eu podia sair sozinha para quase todos os lugares.
Quando a Juh terminou de decidir se a sandália combinava com o batom, saímos caminhando em direção ao coração da cidade.
É engraçado como algumas coisas mudam dentro da gente de uma hora para outra.

Eu já havia falado com a Tininha sobre o Miller, e ela estava muito animada com a idéia porque já o conhecia. Mas quando o vi naquela noite, ao lado do Cristo, conversando todo animado e lindo de morrer naqueles All Stars brancos encardidos, de bermuda verde e camisa do Slipknot, me arrependi. Ele também me viu, e parecia não conseguir desviar os olhos.
Eu nunca havia me achado bonita, até aquela noite. O modo como ele me olhava me deixou vermelha e eu não sabia se ia falar com ele, se ficava ali, parada, ou se fingia que não tinha visto. Mas ele virou para falar com alguém e eu segui a Juh até um banco onde estavam os nossos amigos.
Eu estava tensa, parecia que tinha milhões de borboletas no estômago, e não conseguia me sentir a vontade de jeito nenhum. Chamei a Juh pra dar uma volta pela feira hippie, só pra relaxar um pouquinho, olhar as coisas e me sentir mais normal, mas na segunda volta demos de cara com o Miller e o Marcos caminhando em nossa direção.
– Maria, e aí vamos pra Ilha mais tarde?
– Não, Marquinhos, hoje eu não estou muito legal, vou voltar cedo pra casa – Eu já não queria ir, ainda mais depois daquelas borboletas…
– Ah, eu não acredito que você não vai – Miller tinha uma voz grave e um sotaque delicioso, e fez um beicinho.

Eu é que não acredito que ele fez beicinho!!
– Tô cansada, hoje não vai dar. Nem compramos ingressos.
– A gente também não, estamos indo comprar agora.
– A Tininha vai estar lá. Disse que queria te ver hoje. – Por que eu disse isso?
– Já nos encontramos. – ele falou sem nenhuma animação.
– Hum… Acho que ela tá a fim de você. – eu surtei, definitivamente. Pra minha sorte, a Juh e o Marcos tinham se afastado pra falar com outras pessoas, então nós estávamos sozinhos e não puderam me ouvir contar para um estranho que a minha amiga estava a fim dele.
– Mas não vai dar, porque eu tô a fim de uma amiga dela.
– Oh, me desculpe. Não sei porque eu falei isso pra você. Pra dizer a verdade ela nem me contou nada, eu é que pensei no quanto vocês combinavam e comentei com ela, e ela me disse que te achava bonito, e… – Ai, meu Deus!! Me tira daqui. Eu comecei a gaguejar e a falar tudo o que me vinha na cabeça e nada estava fazendo muito sentido.
– Ele riu. – Tá de boa. Eu entendi. Mas eu tô a fim de beijar a amiga da Tininha, então…
– Esquece, eu sou meio maluca mesmo. – dei um sorriso meio amarelo. – Vou ali pegar um refrigerante.
– Espera, vou com você. – Ele pegou a minha mão e me puxou.
Suas mãos eram quentes e ásperas, gostosas de segurar. Ele estava dando em cima de mim? E se a Tininha visse? Soltei sua mão e mexi em meus cabelos pra disfarçar. Ele me olhou por cima do ombro e riu.
Que sorriso lindo. Ele me ofuscou, nunca tinha visto tanto charme numa pessoa só. Ele pegou na minha mão novamente e me puxou para uma rua estreita que dava para outra praça, que chamávamos de pracinha redonda.
– Por que estamos vindo por aqui?
– Porque ali tem um bar onde eles lavam as latinhas e as coca-colas são muito geladas. – Achei estranho, mas havia muitas pessoas passando, então não me preocupei muito.
Compramos nossas latinhas e ele pediu ao dono do bar uns guardanapos, limpou as latas e me entregou. Eu nunca tinha me preocupado muito com isso, mas cada um com a sua mania.
– Acho melhor a gente voltar, nem falei pra Juh que estava saindo.
– A sua amiga não estava muito a fim de mim.
Olhei pro lado e vi a Tininha do outro lado da praça em forma de círculo beijando um garoto que não reconheci. Fiquei muito sem graça, não pelo fato de ela estar com outro na frente dele, mas pela cena do beijo ter sido vista por nós dois juntos, quando está rolando algum clima muito estranho desde que nos vimos.
Não tive coragem de olhar pra cima porque sabia que ele estava me olhando.
– Posso te dar um beijo, Maria?
O jeito como ele falou meu nome… Eu nunca vou esquecer.
Antes que eu pudesse pensar, disse:

– Não. Você vai voltar agora ou vai ficar aqui? – Acho que foi pela pergunta inesperada, mas eu queria que ele me beijasse sim. Por que eu disse que não?! Agora ele nunca mais ia falar comigo, ou querer me beijar. Fui tão grossa!
Nem esperei pela resposta e comecei a andar na frente. Escutei ele rindo atrás de mim.
– Caramba! Que garota é essa? – Ele segurou a minha mão e continuou rindo baixinho.
Quando nós chegamos à praça principal a Juh e os outros estavam na creperia, e as pessoas começavam a descer em direção às ruas que davam acesso ao cais.
Marcos chamou o Miller, todos iam para a Ilha.
– Você não vem mesmo?
– Não, vou ficar por aqui um pouco.
– A gente se vê na praia amanhã?
– Acho que não, eu vou cedo. Mas, quem sabe?
Ele me deu outro sorriso de deixar a luz do poste completamente obsoleta e me beijou no rosto. Eu quase fechei meus olhos.
Porque não o deixei me beijar, se eu queria tanto? E se ele ficasse com outra garota na Ilha? E se não quisesse me ver na praia amanhã?
Eu queria muito saber como seria aquele beijo, sentir o cheiro dele, ele era tão alto. Pelo menos para mim, que sou baixinha.
Juh tinha esquecido as chaves de casa no bolso do primo dela, e ele estava no cais indo para a Ilha. Corremos para lá tentando encontrá-lo, mas dei de cara com Miller.
– Ei! Você decidiu ir? – Mais um sorriso. Acho que vou ter danos permanentes.
Expliquei sobre as chaves e ele fez uma carinha de decepcionado tão linda que eu não resisti.
– Você ainda quer aquele beijo? – perguntei baixinho.
Ele me olhou com olhos brilhantes, sorriso pequeno, expressão indecifrável. Pensei que não tivesse ouvido. Mas ele se aproximou, pôs uma mão em meu rosto tão delicadamente que ela sequer pareceu áspera. Com a outra mão segurou meu pescoço, virando minha cabeça para cima, e me puxou em direção à sua boca.
Ela era quente, mas o hálito era de menta misturada a morango. Foi um beijo diferente, suave, cálido, com o gosto que têm as coisas inesquecíveis.
Eu não fazia a menor idéia de que naquele momento, aos dezesseis anos, eu tinha acabado de me apaixonar pela primeira vez.

#Coluna 7mentes semana #3

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Alô, alô readers do meu Brasil,
Venho através desse blog Recém nascido, mas não menos lindo, trazer as notícias quentinhas do mundo L&R. Vocês que nos acompanham no instagram (@lendoerelendo) já sabem que somos O Melhor Grupo, ou melhor, Os Melhores Grupos Literários do Whatsapp, já que hoje somos dois mega grupos: o L&R #1 e o Bookaholic’s. Traremos assim os babados e acontecimentos dessa galera que ama ler e não perde tempo na net com mimimi.
Eu, O Quinto Frasco, ficarei de olhos bem abertos no L&R #1, enquanto a minha amiga, 3 é Demais, vai trazer tudo que rolou no Bookaholic’s.
Bem, vamos deixar de papo furado e partir para a atividade.
Essa semana que passou tivemos um bom movimento no L&R #1, muitas caixinhas de correios foram entregues, e muitos livros entraram para a lista de desejados desse ano (Uau, tão cedo… calma gente, ainda estamos em Janeiro 。◕‿◕。)
Houveram alguns interesses de se iniciar leituras coletivas, mas nada de efetivo até o momento. Os livros sugeridos foram “A menina mais fria de ColdTown” da Holly Black e a saga da “Maldição do Tigre” da Colleen Houck. Também surgiu um burburinho geral sobre um correio criativo valendo prêmios e muitas fotos de lindas estantes, tão organizadinhas (deu até inveja…) e recheadas de bons livros.
Caixinha de Correio L&R
Caixinha de Correio do L&R #1
Dicas interessantes extraídas da semana:
  • Caixa postal no correio, para você que não quer divulgar seu endereço por ai. Como funciona e como contratar click no link.
  • 10 distopias indispensáveis de se ter na estante, link.

Ahhh e não poderia deixar de destacar dois fatos mega importantes: Foi aniversário da Nanda (13)… Parabéns Mocinha, muitas leituras e livros de montão para você. E a Karin recebeu o livro do sorteio da resenha premiada. Confiram as fotos:
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Por enquanto foi isso, passo agora a bola para minha querida 3 é Demais… ela arrasa…
Hello, Lady and Gentleman.
Prazer estar aqui, nós três. Eu, você e eu.
Então. Semana um pouquinho mais animada que a anterior.
Parece que bons ventos trouxeram vida nova ao grupo do whatsapp Bookaholic’s.
Novas informações surgiram. A galera se comunicou mais e em maior quantidade.
O retorno de um dos membros mais antigos – Adilson – deu ares de informações e boas argumentações.
Não houve nenhum assunto relevante em específico, porém muitas pessoas receberam – e exibiram – livros. Há rumores de leituras em conjunto, contudo nada afirmado. Algo a respeito de sagas fantásticas. Aguardaremos.
Quanto ao desafio histórico, tudo vai às mil maravilhas. As pessoas continuam motivadas. Ansiosas para o desfecho do mês de janeiro.
Mês de fevereiro, já estabelecido. Alguns participantes já estão com os livros eleitos e em mãos.
๑㋡๑ 3 é Demais ๑㋡๑
 Aí vai o momento mais esperado… Nosso Ranking.
 
 Ranking Semanal do Grupo:
L&R #1
Assuntos:✩✩✩✩
Interatividade:✩✩✩✩
Assuntos relevantes:✩✩✩✩
Novidades:✩✩✩
Dinâmica:✩✩✩
Média da semana:✩✩✩✩
Bookaholic’s:
Assuntos: ✩✩✩
Interatividade: ✩✩✩✩
Assuntos relevantes: ✩✩✩
Novidades: ✩✩✩
Dinâmica: ✩✩
Média da semana: ✩✩✩
Desafio histórico:
Assuntos: ✩✩✩
Interatividade: ✩✩✩✩
Assuntos relevantes: ✩✩
Novidades: ✩✩
Dinâmica: ✩✩✩✩
Média da semana: ✩✩✩
Beijos e um ótimo fim de semana para todos. Até a próxima…
єїэ O Quinto Frasco єїэ

#NOTÍCIA: Harry Potter ganhará versão ilustrada no Brasil

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15/01/2015

Os fãs de Harry Potter podem festejar! A Editora Rocco anunciou ontem que publicará, no Brasil, uma edição ilustrada do primeiro livro do bruxo mais pop de todos os tempos: Harry Potter e a Pedra Filosofal.

O responsável pela arte é o ilustrador  Jim Kay, ganhador da Kate Greenaway Medal, prêmio concedido anualmente para os melhores ilustradores infantis, e a editora britânica Bloomsbury divulgou ontem as primeiras imagens da versão ilustrada, que será lançada na Inglaterra e nos Estados Unidos em outubro deste ano, e em 2016 no Brasil.

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Ron Weasley por Jim Kay

O que ainda não está confirmado é se os livros seguintes da saga escrita por J. K. Rowling também ganharão novas versões. Se depender do sucesso do primeiro, que já é considerado um dos grandes acontecimentos do mercado editorial internacional, é garantido que veremos nos desenhos do Jim Kay a cena em que Dumbledore cai do alto da torre de astronomia.

Fonte: blog da Editora Rocco